Começando com o ChatGPT do zero: como criar conta, o que ele faz melhor, o…
A Inteligência Artificial não surgiu ontem. Ela tem raízes em décadas de pesquisa, fracassos, renascimentos e avanços que moldaram o mundo atual. Para entender onde estamos hoje, é essencial saber de onde viemos.
Tudo começa com o matemático britânico Alan Turing, considerado o pai da ciência da computação. Em 1950, ele publicou um artigo perguntando: As máquinas conseguem pensar? — e criou o Teste de Turing, que avalia se uma máquina consegue enganar um humano fazendo-o acreditar que está conversando com outra pessoa.
Em 1956, o professor John McCarthy organizou a Conferência de Dartmouth e cunhou o termo Inteligência Artificial. Esse é o ano oficial de nascimento da área. Os pesquisadores eram otimistas — achavam que a IA seria resolvida em uma geração.
O otimismo inicial esbarrou na realidade: os computadores da época eram lentos, a memória era escassa e os algoritmos não escalavam. Dois períodos de corte de financiamento — chamados de AI Winters (invernos da IA) — quase mataram a área nos anos 70 e 80.
O computador Deep Blue da IBM derrotou o campeão mundial de xadrez Garry Kasparov em 1997. Foi um marco — pela primeira vez, uma máquina superou o melhor humano do mundo em um jogo de estratégia complexa. O mundo percebeu que a IA era real.
Em 2012, pesquisadores da Universidade de Toronto (liderados por Geoffrey Hinton) venceram a competição ImageNet usando redes neurais profundas — o deep learning. O modelo reconhecia imagens com precisão muito superior aos métodos tradicionais. Isso iniciou a era moderna da IA.
O paper Attention Is All You Need publicado por pesquisadores do Google introduziu a arquitetura Transformer. Esta arquitetura é a base de todos os grandes modelos de linguagem modernos: GPT, Claude, Gemini, Llama — todos usam Transformers.
Em novembro de 2022, a OpenAI lançou o ChatGPT. Em 5 dias, 1 milhão de usuários. Em 2 meses, 100 milhões. Nunca um produto tecnológico cresceu tão rápido na história. A IA deixou de ser assunto só de pesquisadores e entrou na vida de pessoas comuns ao redor do mundo.
A corrida se acelerou: Google lançou o Bard (depois Gemini), a Anthropic lançou o Claude, a Meta tornou o Llama open source, a Microsoft integrou IA ao Windows e Office, a Apple lançou Apple Intelligence. Em 2025, vivemos no maior avanço tecnológico da história da humanidade.
Os pesquisadores falam em AGI (Inteligência Artificial Geral) — uma IA que consegue aprender e resolver qualquer tarefa intelectual que um humano consegue. Quando isso vai acontecer? Opiniões variam de 2 anos a nunca. O que todos concordam: o ritmo de evolução nunca foi tão rápido.